sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Lamento do mundo



O mundo são pétalas vivas
e os olhos têm vida própria.
A vida é feita de datas vencidas
que às vezes abrigam emoções inóspitas

Hoje floresceram-se os cerrados e os campos,
Recepcionando mais uma vez a primavera
Há flores e cores sob o celeste manto
Após tanto tempo de espera.

Poucos notaram os sorrisos das verdes vidas,
Poucos vivenciam mudanças de estações.
A caixa urbana devora o tempo, a história, a escrita
e muitos vendem horas e emoções.

Nem todos olham para o céu quando o sol desperta.
Alguns deixam de brindar o anoitecer,
ao surgir a esfera reluzente
ignoram brilhos imersos
no infinito, indiscretamente.

E se algum dia esvair-se a essência da natureza?
Daremos valor ao que não mais resta?
Viveremo recordações vazias de incertezas?
poderemos notar que o ser humano não presta?
Mas será tarde para refletir.

O mundo integrado às emoções é essa essência
e ela não pode se perder enquanto o sentimento existir.
Mundo sem essência não seria mundo,
seria uma selva de sobrevivência.

Embora tenhamos atitudes selvagens
Ainda há esperanças remanescentes,
podemos ser salvos de nós mesmos.
O herói seria o amor com suas mensagens
E o mundo voltaria a ser mundo definitivamente.

sábado, 22 de agosto de 2009

***Visibilidade***


Olha aquelas cinzas no horizonte,
Sinais do fogo que se enerva
Vitalizando um calor luxuriante,
Transformando selva em relva.

Olha a tristeza vestida de noiva,
Sinais de alegria em farsa,
Como vestes que ignoram emoções
A felicidade ausentando a lua baça.

Olha a flor do Saara Ocidental,
E o sangue saltando das veias do mundo
E o tempo, esse fenômeno colossal,
Tudo tão nitente, que teme o neutro insulto.

Olha os números em rebelião
E a aparição da liberdade
Pela escassez da munição,
Mosaico instintivo da realidade.

Olha a nossa satisfação insuprível,
O mecanismo humano do prazer,
Embora peculiar, sempre removível
Que pela racionalidade,não fez-se merecer.

Olha a lama a escorrer da humilhação,
Dispondo em séries, a natureza
E a altivez da indisposição
Que me causa demasiada tristeza.

Ser indiferente, talvez uma solução,
Para tanta morbidez e ausência,
Retalhem o meu coração,
Acabem com essa subserviência.

***Influenza do ano***

imagem de: http://sousamendes.files.wordpress.com
O vírus da gripe (H1N1) tornou-se a grande influência, ou melhor, influenza do ano. O seu estado de celebridade pandêmica conduz populações do mundo inteiro à loucura. Por todos os lados há seres mascarados ensandecidos. No mesmo ritmo frenético que a doença se alastra, multiplicam-se também as barbaridades humanas do crime entre os jovens. Estes casos apocalípticos disputam a atenção da mídia de forma acirrada, embora os males virais tenham mais percepção no momento.
Para quem cometeu o equívoco de achar que o fenômeno da nova gripe não atacaria os resistentes pulmões da nação miscigenada – Brasil- deve estar surpreso com a rapidez das ocorrências de suspeitos com a doença. Não teve mesmo jeito, apesar de o país ter escapado dos piores momentos da crise econômica, a gripe suína fez grande resistência. Mas como agir em situações como esta? Apelar para o desespero com certeza não é a melhor atitude. O bom mesmo é tranquilizar-se, prevenir-se segundo as recomendações do Ministério da Saúde e não se deixar intimidar por um vírus. Afinal, quem é mais forte? Ele ou você? Quanto a isso, eu ainda não sei, mas enquanto essa reflexão acontece, eu vou torcendo para que esta seja apenas uma temporada “gripal” e que não dure mais que alguns instantes.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

consequência carnívora


O poeta dá luz ao poema,
a sensibilidade auxilia no parto.
O poema nasce
O poeta alimenta o poema
O poema cresce,
cresce, cresce
se desenvolve sem limites
O poema envolve o poeta
O poema incha
O poema envelhece
O poema não morre
O poema devora o poeta
como uma planta carnívora.
O poeta está em putrefação
dentro do estômago do poema.

domingo, 26 de julho de 2009

Inverno Anunciado


O inverno chegou
trouxe boas notícias
notícias de quem amou,
notícias entre tantas malícias.

E a felicidade voltou a preencher um vazio,
com uma intensidade voraz,
trouxe um sorriso cativo
que de nos fazer sorrir é capaz.

A brisa fresca do inverno
anuncia sua presença
calculada e tão serena
calculando rios e folhas,
contando das espumas as bolhas,
cantando o som das manhãs,
amenizando a briga dos titãs.

O inverno trouxe consigo
as incertezas contínuas,
as lembranças do velhos amigo,
e as emoções curvilíneas que adentram ao peito.

O inverno trouxe consigo
recomendações de agasalhos,
nos trouxe farpas e retalhos
e as boas novas através da reflexão,
nos trouxe um pouco de reavaliação
e um renascimento sentimental
que ocorre a cada estação.

Abram as portas dos corações
que o inverno congela,
não deixe seus corações presos numa cela
ouçam bem o canto de suas emoções singelas.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Brincar de Viver- versão prosa


Viver é uma arte complexa. Como uma mão cheia de linhas que simbolizam caminhos, a vida se concretiza através das escolhas que fazemos. Essa arte nos faz presenciar o mundo e perceber ideais ao seguirmos esses caminhos.
* * * *
Para viver é preciso antes de tudo ir em busca do sublime equilíbrio. Ele pode estar presentes nas diversas partes que constroem um ser humano, seja um equilíbrio financeiro, emocional ou social. Entretanto, a expressão 'viver bem' está agregada a valores intrinsecamente pessoais. Há quem busca a felicidade na vida através de condições financeiras excedentes ou até mesmo, no extremo oposto pela tranquilidade e por uma concepção simplista.Em suma, são as idéias íntimas e pessoais que classificam a arte da vida como fácil ou difícil. Há visões diferentes de acordo com os mais diversos pontos de vista que atuam sobre as gerações.
* * * *
"A vida só é possível reinventada", afirmou uma vez a poetisa Cecília Meireles . De fato, cada dia que surpreende por detrás do sol nascente é considerado uma reinvenção da vida. Pois o tempo a leva embora aos poucos sendo necessário reinventá-la antes que seja tarde demais.
* * * *
Algumas pessoas consideram a vida um mero símbolo concreto de sua individualidade, já outras atribuem sua existêncua a outros fatos ou pessoas na afirmação de que ninguém vive feliz sozinho. Enfim, a vida não foi feita para se fazer comparações e sim para ser vivida. SÓ RESTA VIVÊ-LA ENQUANTO HÁ TEMPO!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Reflexão Mundial e moralista.


O mundo precisa de manutenções
e o amor precisa enaltecer os corações.

A paz precisa ter o som das límpidas águas
O ouro precisa reluzir seu brilho,
mas o homem guarda tantas mágoas
e transforma o seu viver em martírio.

Os nosso ares precisam ser mais limpos,
as nossas matas mais honradas.
Mas as ações se resumem em atos ríspidos
que vivenciam nações desfalcadas.

Os passos apressados dos cidadãos precisam de calma
e as lembranças consagradas de mais consideração,
mas o tempo nos faz abandonar a alma
esquecendo a nostalgia da canção.

Percebendo as conquistas de tudo o que hoje se tem
essas conquistas nos fizeram reféns,
então chegamos a algumas conclusões
de que o mundo precisa de manutenções e o amor precisa enaltecer os corações.

Entre olhos e feridas


A sabedoria nasce de olhares e cicatrizes.

As paixões são olhares e cicatrizes.

Os sentimentos contradizem olhares e cicatrizes.

Os pensamentos recusam olhares e cicatrizes.

O amor anuncia olhares e expulsa as cicatrizes da alma.

A experiência dispensa os olhares e cuida das cicatrizes.

A esperança reavalia olhares e reafirma cicartizes.

Enquanto as cicatrizes resultam olhares e olhares curam cicatrizes.
Denny Santos- 07/09